Em grande fase, vice-artilheiro do Brasileirão descarta saída do Figueirense
Principal peça ofensiva do time, Caio acredita na união do grupo para brigar por vaga na Libertadores
Do R7*
Antônio Carlos Mafalda / Mafalda Press / Gazeta Press
Emprestado ao Figueira até o final do ano, o jogador ainda tem contrato com o time do técnico Oswaldo de Oliveira por mais duas temporadas. Mesmo sabendo disso, o vice-artilheiro do Brasileirão diz que, no momento, não pensa em retornar ao clube detentor dos seus direitos federativos.
— Sei que tenho contrato com o Botafogo até 2014, mas eu estou bem focado no Figueirense. Estou doido para fazer um bom campeonato e ajudar o time a repetir o desempenho do ano passado.
Veja as respostas do quiz
Vivendo o melhor momento da sua carreira, o jovem talento brasileiro concedeu exclusiva ao R7, em que destacou o motivo, pelo qual, não conseguiu vingar no Botafogo, sua rápida passagem no São Paulo e a atual fase no Figueirense.
Vale a pena conferir:
R7 - O que te levou a tentar a sorte no Brasil, mesmo sabendo da certeza do sucesso no exterior?
Caio - Eu sempre tive o sonho de jogar aqui no Brasil. Quando joguei nos EUA, no colegial, eu tive propostas das seis melhores faculdades do país e uma convocação para a seleção sub-15, pela qual não pude defender. Quando completei 16 anos, eu falei pro meu pai que queria tentar a sorte aqui no Brasil. Minha mãe foi contra, pois eu tinha todas estas propostas nas mãos e estava trocando o certo pelo incerto, mas graças a Deus deu tudo certo.
R7 - Antes do profissional, você passou pela base do Volta Redonda e São Paulo, mas sua estadia no time do Morumbi foi curta. Porque não deu certo no clube paulista?
Caio - Comecei muito bem no São Paulo. Lembro que em duas semanas de teste, fiz quatro coletivos e marquei oito gols. Depois disso, fui muito elogiado pelo que apresentei e o São Paulo queria contar comigo. Mas, não sei o que aconteceu na época, que o Vizoli, treinador da base do São Paulo, não me colocava mais para treinar, justo quando comecei a me destacar. Alguns diziam que era problema de contrato com a diretoria e outros com o Volta Redonda.
R7 - Você traz algum tipo de mágoa nesta rápida passagem pela base do São Paulo?
Caio - Não, de jeito nenhum. Eu só fico sem entender o que realmente aconteceu. É difícil você ver um atleta chegar e fazer o que fiz. Graças a Deus, até hoje tenho grandes amigos que conquistei por lá. O Oscar, por exemplo, que hoje está no Internacional, é um grande amigo meu e também não entendeu o que estava acontecendo.
R7 - Tem o desejo de um dia defender o São Paulo ou isso já faz parte do passado?
Caio - Todo mundo tem o desejo de defender um clube como o São Paulo. A gente sabe como é a vitrine de um time que já conquistou tantos títulos importantes.
R7 - Uma foto junto de uma torcida organizada do Vasco foi divulgada na internet. Em sua infância, você era vascaíno?
Caio - Sim, eu era vascaíno. Desde pequeno ia aos jogos do Vasco com meus familiares. Quando estava no Botafogo, com 19 anos, publicaram esta foto, mas hoje torço pelo Figueirense, um clube que abriu as portas para eu mostrar meu futebol.
R7 - Por que você acha que não se conseguiu se firmar no Botafogo como titular?
Caio - Porque todo jogador precisa de uma sequência. No ano passado inteiro, por exemplo, eu nunca consegui jogar dois jogos consecutivos pelo Botafogo. Não foi por uma questão de estar machucado, mas por falta de oportunidade mesmo.
R7 - Apesar de ter o respeito de grande parte dos botafoguenses, você chegou a ser criticado por parte da torcida. O que aconteceu?
Caio - A torcida do Botafogo critica praticamente todo mundo. Eles têm pouca paciência com jogador que vem da base e era para ser ao contrário. Eu entrava nos jogos, sempre com cinco ou dez minutos do final, e não conseguia fazer um gol para ajudar a equipe, aí já achavam que eu não servia mais, pois não apresentava o futebol de 2010. Não sou mágico para fazer magia todo jogo.
R7 - Sonha em um dia retornar ao alvinegro ou isso não passa pela sua cabeça no momento?
Caio - No momento não. Sei que tenho contrato com o Botafogo até 2014, mas eu estou bem focado no Figueirense. Estou doido para fazer um bom campeonato e ajudar o time a repetir o desempenho do ano passado.
R7 - Ainda com idade olímpica, você acredita que se tivesse maior sequência no Botafogo teria chances de ir a Londres? O que faltou para ter essa sequência de jogos?
Caio - Como o Botafogo é um time de expressão, apesar de o Brasil estar bem representado, acredito que teria oportunidade se tivesse uma sequência.
R7 - Como você tem mercado na maior parte dos times em território nacional, várias propostas surgiram quando o Botafogo decidiu negociá-lo. De concreto, quem demonstrou interesse em contar com seu futebol?
Caio - Quando expressei o desejo de sair, vários clubes conversaram com o meu representante. Além do Figueirense, teve o Cruzeiro, Grêmio, Coritiba, Atlético-GO, Sport, Goiás e Vitória.
R7 - Com tantos times interessados, por que optou pelo Figueirense?
Caio - Porque é um clube que dá boa estrutura boa para o jogador profissional, não que os outros não tenham. Além disso, junto com meus pais e meu representante, achei que teria a oportunidade daquela sequência necessária para todo jogador.
R7 - Emprestado ao Figueirense até o final do ano, acredita que conseguirá demonstrar seu verdadeiro valor?
Caio - Com a sequência que estou tendo, acredito que sim. Aqui no Figueirense, eu já marquei três gols nos cinco primeiro jogos do Campeonato Brasileiro.
R7 - Após o término do empréstimo, pretende seguir neste time ou ainda é muito cedo para falar disso?
Caio - Acho que ainda é muito cedo. Este começo que estou tendo aqui está sendo excelente. Espero brilhar no Figueirense, e assim, tenho certeza que novas portas se abrirão.
R7 - Pra você, o time do Figueirense brigará por o que no Brasileiro deste ano?
Caio - Quando não existe vaidade dentro do elenco, eu acredito que tem tudo para brigar lá em cima. Pela qualidade e união do grupo, primeiro nos precisamos nos assegurar na primeira divisão, depois tentar a Sulamericana, e se der espaço, vamos brigar por uma vaga na Libertadores.
— Sei que tenho contrato com o Botafogo até 2014, mas eu estou bem focado no Figueirense. Estou doido para fazer um bom campeonato e ajudar o time a repetir o desempenho do ano passado.
Veja as respostas do quiz
Vivendo o melhor momento da sua carreira, o jovem talento brasileiro concedeu exclusiva ao R7, em que destacou o motivo, pelo qual, não conseguiu vingar no Botafogo, sua rápida passagem no São Paulo e a atual fase no Figueirense.
Vale a pena conferir:
R7 - O que te levou a tentar a sorte no Brasil, mesmo sabendo da certeza do sucesso no exterior?
Caio - Eu sempre tive o sonho de jogar aqui no Brasil. Quando joguei nos EUA, no colegial, eu tive propostas das seis melhores faculdades do país e uma convocação para a seleção sub-15, pela qual não pude defender. Quando completei 16 anos, eu falei pro meu pai que queria tentar a sorte aqui no Brasil. Minha mãe foi contra, pois eu tinha todas estas propostas nas mãos e estava trocando o certo pelo incerto, mas graças a Deus deu tudo certo.
R7 - Antes do profissional, você passou pela base do Volta Redonda e São Paulo, mas sua estadia no time do Morumbi foi curta. Porque não deu certo no clube paulista?
Caio - Comecei muito bem no São Paulo. Lembro que em duas semanas de teste, fiz quatro coletivos e marquei oito gols. Depois disso, fui muito elogiado pelo que apresentei e o São Paulo queria contar comigo. Mas, não sei o que aconteceu na época, que o Vizoli, treinador da base do São Paulo, não me colocava mais para treinar, justo quando comecei a me destacar. Alguns diziam que era problema de contrato com a diretoria e outros com o Volta Redonda.
R7 - Você traz algum tipo de mágoa nesta rápida passagem pela base do São Paulo?
Caio - Não, de jeito nenhum. Eu só fico sem entender o que realmente aconteceu. É difícil você ver um atleta chegar e fazer o que fiz. Graças a Deus, até hoje tenho grandes amigos que conquistei por lá. O Oscar, por exemplo, que hoje está no Internacional, é um grande amigo meu e também não entendeu o que estava acontecendo.
R7 - Tem o desejo de um dia defender o São Paulo ou isso já faz parte do passado?
Caio - Todo mundo tem o desejo de defender um clube como o São Paulo. A gente sabe como é a vitrine de um time que já conquistou tantos títulos importantes.
R7 - Uma foto junto de uma torcida organizada do Vasco foi divulgada na internet. Em sua infância, você era vascaíno?
Caio - Sim, eu era vascaíno. Desde pequeno ia aos jogos do Vasco com meus familiares. Quando estava no Botafogo, com 19 anos, publicaram esta foto, mas hoje torço pelo Figueirense, um clube que abriu as portas para eu mostrar meu futebol.
R7 - Por que você acha que não se conseguiu se firmar no Botafogo como titular?
Caio - Porque todo jogador precisa de uma sequência. No ano passado inteiro, por exemplo, eu nunca consegui jogar dois jogos consecutivos pelo Botafogo. Não foi por uma questão de estar machucado, mas por falta de oportunidade mesmo.
R7 - Apesar de ter o respeito de grande parte dos botafoguenses, você chegou a ser criticado por parte da torcida. O que aconteceu?
Caio - A torcida do Botafogo critica praticamente todo mundo. Eles têm pouca paciência com jogador que vem da base e era para ser ao contrário. Eu entrava nos jogos, sempre com cinco ou dez minutos do final, e não conseguia fazer um gol para ajudar a equipe, aí já achavam que eu não servia mais, pois não apresentava o futebol de 2010. Não sou mágico para fazer magia todo jogo.
R7 - Sonha em um dia retornar ao alvinegro ou isso não passa pela sua cabeça no momento?
Caio - No momento não. Sei que tenho contrato com o Botafogo até 2014, mas eu estou bem focado no Figueirense. Estou doido para fazer um bom campeonato e ajudar o time a repetir o desempenho do ano passado.
R7 - Ainda com idade olímpica, você acredita que se tivesse maior sequência no Botafogo teria chances de ir a Londres? O que faltou para ter essa sequência de jogos?
Caio - Como o Botafogo é um time de expressão, apesar de o Brasil estar bem representado, acredito que teria oportunidade se tivesse uma sequência.
R7 - Como você tem mercado na maior parte dos times em território nacional, várias propostas surgiram quando o Botafogo decidiu negociá-lo. De concreto, quem demonstrou interesse em contar com seu futebol?
Caio - Quando expressei o desejo de sair, vários clubes conversaram com o meu representante. Além do Figueirense, teve o Cruzeiro, Grêmio, Coritiba, Atlético-GO, Sport, Goiás e Vitória.
R7 - Com tantos times interessados, por que optou pelo Figueirense?
Caio - Porque é um clube que dá boa estrutura boa para o jogador profissional, não que os outros não tenham. Além disso, junto com meus pais e meu representante, achei que teria a oportunidade daquela sequência necessária para todo jogador.
R7 - Emprestado ao Figueirense até o final do ano, acredita que conseguirá demonstrar seu verdadeiro valor?
Caio - Com a sequência que estou tendo, acredito que sim. Aqui no Figueirense, eu já marquei três gols nos cinco primeiro jogos do Campeonato Brasileiro.
R7 - Após o término do empréstimo, pretende seguir neste time ou ainda é muito cedo para falar disso?
Caio - Acho que ainda é muito cedo. Este começo que estou tendo aqui está sendo excelente. Espero brilhar no Figueirense, e assim, tenho certeza que novas portas se abrirão.
R7 - Pra você, o time do Figueirense brigará por o que no Brasileiro deste ano?
Caio - Quando não existe vaidade dentro do elenco, eu acredito que tem tudo para brigar lá em cima. Pela qualidade e união do grupo, primeiro nos precisamos nos assegurar na primeira divisão, depois tentar a Sulamericana, e se der espaço, vamos brigar por uma vaga na Libertadores.
*Diego Saenger, estagiário do R7

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