segunda-feira, 21 de maio de 2012

Caiozinho



21/05/2012 07h41 - Atualizado em 21/05/2012 07h41

No Figueira, Caio aposenta rótulo de 



talismã: 'Se jogar, eu me garanto'


Atacante diz que pediu para sair do Botafogo duas vezes e conta por que não quer mais o apelido: 'Se não ia bem, achavam que não prestava mais'

Por Mariana KneippRio de Janeiro

13 comentários
Manhã de domingo em Florianópolis. Longe da família e dos amigos, Caioacorda em um hotel na capital catarinense, onde choveu na noite anterior. Motivo para se sentir sozinho? Saudade do Rio de Janeiro? Nem um pouco. Em quatro dias na nova cidade, o ex-atacante do Botafogo entrou como titular do Figueirense na partida contra o Náuticoe marcou o gol da vitória no último lance da  estreia do time no Brasileirão. Emoção completa, que ele não sentia há muito tempo.
- Não podia ser melhor. Pedi para sair do Botafogo para ter oportunidade de jogar. Lá, entrava só com 10, 15 minutos para o fim do jogo. Era muito difícil. Aqui, não. Cheguei na quarta, treinei na quinta e na sexta, entrei como titular no sábado e fiz o gol. Quando começo no time, sempre consigo mostrar um pouco mais. Se jogar, eu me garanto - disse o atacante.
O apelido de talismã acabou se tornando uma regra. Quando eu entrava e não ia bem, achavam que eu não prestava mais"
Caio
Caio chega ao Figueirense depois de uma passagem de três anos pelo Botafogo. O contrato com o Alvinegro carioca vai até 2014, e o empréstimo para o Figueira termina no fim do Brasileirão.
- O Botafogo me abriu as portas. Claro que ainda tenho um carinho grande pelo clube, mas pedi para sair porque precisava jogar. Na verdade, queria sair desde o início do ano, mas a diretoria, não sei por qual motivo, não quis me liberar. Agora, para o Brasileiro, pedi novamente, e eles ajudaram. Estava precisando disso. No Figueira, o grupo me acolheu na hora, gostei da cidade. Foi a melhor coisa que me aconteceu - garantiu.
Feliz, o atacante de 21 anos quer ganhar seu espaço no novo time e deixar o apelido dos tempos de General Severiano apenas guardado na memória.
- No Botafogo, aquela coisa do talismã acabou se tornando uma regra. Quando eu entrava e não ia bem, achavam que eu não prestava mais. Então, deixo para a torcida do Figueira inventar um novo apelido. Se não rolar, chama de Caio mesmo (risos) - brincou, citando o apelido que ganhou após sair do banco, marcar gols em três jogos consecutivos e classificar o Botafogo para a final da Taça Guanabara de 2010, com uma vitória sobre o Flamengo.
Empréstimo para o Figueira teve inspiração em Edmundo
Caio Figueirense x Náutico (Foto: Rubens Flores / Ag. Estado)Caio marca no último lance do jogo de estreia
(Foto: Rubens Flores / Ag. Estado)
As lembranças da passagem pelo Alvinegro do Rio de Janeiro, no entanto, continuam vivas. Tanto que apareceram justamente na estreia pelo Figueirense. Caio lembrou o primeiro jogo que disputou pelo Carioca de 2011, contra o Duque de Caxias.
- Ontem, o tempo foi passando e, dentro de campo, aquela partida me veio à cabeça. Assim como naquele dia, era o primeiro jogo, eu estava com cãimbras, pedi para sair e o técnico não quis. Então, pensei: será que eu vou fazer um gol no final, como fiz na outra? E eu fiz. Agora só falta fazer um no primeiro tempo. Chega de ser só no sufoco.
Apesar do gol, a vaga de titular não está garantida. Caio lembra que a dupla de ataque do Figueira é formada por Júlio Cesar, que cumpriu suspensão, e Aloísio, lesionado. Porém, diferentemente de quando estava no Rio, agora o atacante acredita que terá mais chances de jogar.
- A base de tudo para se ter sucesso é a confiança. Com ela, você faz uma jogada mais ousada, um drible na área. Aqui, eu tenho isso. No Figueira, tenho tudo para dar certo. Meu objetivo é estar sempre relacionado, para ir ganhando meu espaço - afirmou.
E inspiração não falta. Um fato a mais que fez com que Caio aceitasse a proposta do Figueirense foi a passagem de Edmundo pelo clube, entre 2005 e 2006. O ex-atacante é um dos ídolos do jovem de Volta Redonda (RJ).
- Sou muito fã dele. Acompanhei a carreira até o último jogo. Saber que estou em um clube em que ele jogou é muito importante para mim. Quero conquistar essa torcida, como ele fez. E tenho certeza que posso conseguir isso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário