Caio, do Botafogo, teve trajetória incomum

Caio não se ilude com fama repentina (Crédito: Paulo Wrencher)
O atacante Caio surgiu para a torcida do Botafogo apenas no meio da Taça Guanabara. Na primeira chance que teve como titular, contra o América, marcou um gol. No jogo seguinte, mais um gol e uma assistência contra o Madureira. Mas, diferentemente da maioria dos jogadores, a revelação alvinegra teve uma trajetória incomum até se transformaremum dos candidatos a ídolo da torcida.
Com nove anos, Caio foi morar nos Estados Unidos com seus pais. Na cidade de Nantucket, o jogador começou a iniciar sua trajetória no mundo esportivo. Mas engana-se quem pensa que foi apenas no futebol. O atacante também tentou a sorte nas quadras de basquete e nos campos de futebol americano.
No entanto, foi com a bola nos pés que se destacou mais. Eleito duas vezes o melhor jogador no Estado de Massachusetts, Caio recebeu propostas de bolsa nas universidades de Harvard, UCLA e St. John, três das maiores instituições dos Estados Unidos. No entanto, o jogador decidiu seguir seu sonho e tentou a sorte no futebol.
– A mãe dele não queria deixá-lo voltar para o Brasil. Dizia que ia trocar o certo pelo duvidoso. Mas Caio estava determinado e voltou – disse seu pai, Luiz Alberto Corrêa.
Aos 16 anos, Caio veio dos Estados Unidos sozinho para fazer um teste na categoria de base do Volta Redonda, onde logo se destacou. De lá, saiu para treinar no São Paulo, Cruzeiro, Udinese (ITA) e até mesmo no Partizan Belgrado (SER), mas alguns detalhes o impediram de se firmar nesses clubes. Até ele chegar ao Botafogo, no meio de 2009.
Em seis meses, o atacante ganhou espaço entre os profissionais, mas minimiza o sucesso repentino.
– Fama é algo que não existe. Sei que se não fizer o meu trabalho, tudo vai desaparecer – finalizou.
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